Entenda como funciona o crédito de carbono, que acelera no Brasil
Saiba como funciona o crédito de carbono e por que o mercado deve movimentar US$ 50 bilhões nos próximos anos com soluções sustentáveis.
Realizar projetos de descarbonização nas empresas pode gerar diversos benefícios. Entenda o que é essa jornada, sua importância e um passo a passo para implementar.
Publicado por: Auren Energia
A necessidade de reduzir as emissões de gases do efeito estufa para frear as mudanças climáticas levou a economia a adotar metas rigorosas de descarbonização. No entanto, o olhar sobre a sustentabilidade vem evoluindo: hoje, o desafio não é apenas reduzir impactos, mas gerar um saldo positivo para o planeta. Entramos na era da regeneração. Promover a eficiência energética e utilizar energias renováveis torna o negócio mais sustentável, é positivo para sua imagem perante o mercado, atrai clientes e pode gerar economia a médio prazo. A meta é clara, mas como começar essa jornada na sua empresa?

É importante fazer uma avaliação completa para identificar as principais fontes de emissão de CO₂ e gases de efeito estufa da empresa e quais são os processos e atividades que mais contribuem para isso, essa análise é feita a partir do Inventário de Emissões. Essa análise pode indicar, por exemplo, que parte importante das emissões é proveniente da gestão de resíduos ou do uso de energia. A partir dessa avaliação, a empresa saberá não apenas o perfil de emissões, mas também poderá estabelecer uma base sólida para criar e implantar planos de ação para a descarbonização.
Defina metas claras para a redução das emissões de carbono. É fundamental que os objetivos sejam realistas, considerando os recursos disponíveis e as capacidades da empresa, e que estejam alinhados com uma visão de descarbonização a longo prazo. Ao estabelecer metas claras e possíveis, a empresa terá em mãos um roteiro para sua jornada e uma base para avaliar o progresso ao longo do tempo.
Com as metas definidas, é hora de implementar medidas concretas para a redução de emissões. Isso pode envolver ações como investir em fontes de energia renovável – solar e eólica, por exemplo –, incorporar tecnologias mais eficientes, otimizar processos de produção e adotar meios de transporte mais sustentáveis. Instalar painéis solares e substituir veículos por modelos elétricos são exemplos práticos.
Após a implementação, é fundamental monitorar o avanço das metas. Isso inclui coletar dados detalhados sobre as emissões, acompanhar o consumo de energia e avaliar continuamente o impacto das medidas adotadas. Informar os resultados para clientes, investidores e órgãos reguladores fortalece a credibilidade e demonstra compromisso.
Envolver stakeholders é essencial. Funcionários, clientes, fornecedores e a comunidade local podem participar desse processo. Treinamentos e parcerias com fornecedores comprometidos com as metas ambientais ajudam a consolidar a estratégia.
Devido a sua vasta extensão territorial, riqueza de recursos naturais e biodiversidade, o Brasil possui um grande potencial para projetos de carbono em áreas como reflorestamento, agricultura sustentável e energia renovável, fundamentais para a geração de créditos de carbono. O processo da jornada de descarbonização acaba se tornando um dos vetores para esse mercado, uma vez que, após realizado o processo e aplicadas as ações mapeadas na jornada, as emissões ainda remanescentes podem ser compensadas através da aquisição de créditos de carbono.
Um crédito de carbono é gerado a cada tonelada de CO₂ que deixa de ser emitida ou que é capturada da atmosfera por uma empresa ou governo. Sua origem está relacionada aos esforços das economias mundiais, por meio da Organização das Nações Unidas, para conter o aquecimento global e outros impactos ambientais do crescimento industrial. Além de contribuir para uma economia mais sustentável, os créditos são um indicativo do investimento e da preocupação das empresas em frear o aquecimento global.
O Brasil passa por um processo de regulamentação, impulsionado pelo Projeto de Lei 412/2022, que propõe a criação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE). A iniciativa visa estabelecer regras claras para a medição, reporte e verificação das emissões, definindo limites setoriais e permitindo a negociação de créditos entre empresas. Hoje, além desse movimento regulatório, já existem mercados voluntários ativos, que permitem a compra e venda de créditos de carbono certificados para compensar emissões de forma espontânea, enquanto o mercado regulado não é implementado.
Desde 2019, já foram comercializados cerca de 7 milhões de créditos de carbono de alta integridade, sendo mais de 1,6 milhão apenas em 2024 – um aumento de 190% no volume de operações em relação ao ano anterior. Esses créditos são gerados a partir dos parques eólicos Ventos do Araripe III e Ventos do Piauí I – que juntos têm potencial para produzir cerca de 840 mil créditos por ano – e também de ativos de parceiros, incluindo iniciativas de conservação florestal em diferentes biomas brasileiros.
A Auren conta com uma equipe comercial dedicada e, desde 2022, está habilitada a comercializar créditos de carbono por meio do programa Compromisso com o Clima, do Instituto Ekos, organização sem fins lucrativos que fomenta a sustentabilidade e preserva a biodiversidade brasileira, em parceria com grandes empresas nacionais.
Recentemente, a empresa lançou duas importantes iniciativas para ampliar o acesso a esse mercado:
O lançamento da plataforma de e-commerce Carbonless ampliou o acesso de empresas, pessoas físicas e organizadores de eventos a compras rápidas e certificadas, fortalecendo a estratégia da companhia de fomentar um mercado de baixo carbono e contribuir para sua meta de negociar 8 milhões de créditos até 2030.
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