Biomassa no Brasil e segurança energética: tendências e o futuro das usinas sucroenergéticas
Saiba como a biomassa no Brasil está se consolidando como solução para segurança energética e quais são as perspectivas para usinas sucroenergéticas.
Especialista da Auren explica as mudanças nas diretrizes do setor e como as empresas podem se qualificar para a autoprodução de energia no mercado livre
Publicado por: Auren Energia
A autoprodução de energia no mercado livre consiste em uma estratégia que permite aos negócios gerarem a sua própria eletricidade, seja diretamente ou a partir de um arranjo compartilhado. Entre suas vantagens, destaca-se a maior previsibilidade em relação aos custos e ao fornecimento do recurso.
Mudanças nas diretrizes da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) definiram novos critérios para o enquadramento nesse regime, sobretudo após a entrada em vigor da Lei nº 15.269/2025, que modificou algumas das normas do setor.
Conhecer essas transformações é essencial para que as empresas que buscam entender como ser autoprodutor de energia no mercado livre possam cumprir as exigências e tomar decisões com mais segurança.
"A partir da promulgação de uma nova legislação do setor elétrico, é possível notar uma mudança nos critérios para que as empresas se enquadrem na autoprodução de energia no mercado livre"
José Carlos Reis, executivo de Comercialização de Energia, Serviços e Soluções Integradas da Auren.
Quando o assunto é a autoprodução de energia no mercado livre, é importante mencionar que ela pode ocorrer por duas vias principais: equiparação e arrendamento.
"O modelo de arrendamento, como o próprio nome diz, é um aluguel. Nele, o cliente firma uma parceria para arrendar uma planta geradora e, como arrendatário, passa a receber a energia produzida por ela. Isso difere do modelo de equiparação, no qual o cliente paga pela energia por meio de um contrato de suprimento"
José Carlos Reis, executivo de Comercialização de Energia, Serviços e Soluções Integradas da Auren.
Uma das alterações mais relevantes trazidas pelas novas regras diz respeito ao regime de equiparação.
"Há uma limitação de demanda (a capacidade ou o volume de energia que a empresa utiliza em suas operações) para que um consumidor possa se enquadrar como autoprodutor por equiparação. Antes, esse limite era menor; a partir da nova legislação, houve um aumento dessa exigência"
José Carlos Reis, executivo de Comercialização de Energia, Serviços e Soluções Integradas da Auren.
A Lei nº 15.269/2025 estabelece que, para se tornar autoprodutor de energia por equiparação, o consumidor deve apresentar uma demanda contratada igual ou superior a 30 MW, em uma única unidade consumidora ou na soma de unidades agregadas. Além disso, agora, é necessário investir financeiramente com o mínimo de 30% do capital social do empreendimento.
"Antes, não havia uma limitação tão elevada, o que permitia a inclusão de mais players nesse universo de autoprodutores. Com o advento da nova legislação, o regime ficou mais restrito a grandes consumidores que possuem essa demanda superior"
José Carlos Reis, executivo de Comercialização de Energia, Serviços e Soluções Integradas da Auren.
Para clientes menores, com consumo e demanda mais baixos, há o modelo via arrendamento, que viabiliza o acesso à autoprodução de energia no mercado livre.
As novas diretrizes resultam em um impacto significativo sobre as usinas que ainda não possuem outorga, autorização concedida pelo Poder Público para a exploração do serviço de geração de energia elétrica. Hoje, há cerca de 300 unidades nessa situação, dentro de um universo de aproximadamente 20 mil registros.
O executivo da Auren destaca que a legislação estabelece um prazo de até três anos para que os empreendimentos se adequem às regras atualizadas.
"Já houve um movimento significativo em momentos anteriores à promulgação da lei, quando ela ainda era uma medida provisória, e as empresas buscaram se adequar a essa nova realidade. A partir da publicação do texto definitivo, quem já havia aderido ao modelo anterior com base na legislação vigente à época passou a dispor de um tempo adequado para estruturar as operações"
José Carlos Reis, executivo de Comercialização de Energia, Serviços e Soluções Integradas da Auren.
Em uma recomendação recente, o Tribunal de Contas da União (TCU) orientou o Ministério de Minas e Energia (MME) a avaliar a possibilidade de modificar a base de cálculo do Encargo de Serviços de Sistema (ESS-RE).
A proposta é que o encargo tenha como referência o “consumo medido”, e não apenas o “consumo líquido”. Na prática, se isso passar, a tendência é os autoprodutores terem que contribuir com valores maiores para essa cobrança.
Para entender como ser autoprodutor no mercado livre de energia, um dos pontos essenciais é que o consumidor sempre acompanhe as transformações que ocorrem no setor. Outro fator que pode ser determinante é a escolha do parceiro.
Terceira maior geradora de energia do Brasil, a Auren se posiciona como uma forte aliada nesse contexto, especialmente devido à sua robustez e ao seu portfólio bastante heterogêneo, integrado por fontes 100% renováveis, como eólicas, solares e hídricas. A companhia disponibiliza diversas soluções para os clientes que desejam adotar a autoprodução de energia no mercado livre, tanto pela equiparação quanto pelo arrendamento.
Esse suporte especializado colabora para um planejamento alinhado às necessidades de cada negócio, reduzindo possíveis riscos ligados à operação.
"A expertise da Auren facilita a estruturação de alternativas contratuais e modelos econômicos para que a parceria seja bastante atrativa e promova a mitigação de risco e uma condição mais econômica de viabilidade do projeto de autoprodução de energia no mercado livre"
José Carlos Reis, executivo de Comercialização de Energia, Serviços e Soluções Integradas da Auren.
Assista à entrevista do especialista:
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