Clima e custo de energia: confira as principais tendências para 2026
Entenda como fatores climáticos devem influenciar o custo de energia no primeiro trimestre.
Saiba tudo sobre a MP 1304 e como vai funcionar a abertura do Mercado Livre de Energia para empresas menores e consumidores residenciais.
Publicado por: Auren Energia
A sanção da MP 1304, que se tornou a Lei nº 15.269/2025, marca um passo decisivo rumo à completa abertura do Mercado Livre de Energia, prevista para ser concluída em 2028. Mas, afinal, o que isso significa na prática? O que muda? Como acontecerá?
Sempre atenta ao que ocorre no setor elétrico, a Auren Energia preparou um guia para esclarecer os principais desdobramentos da nova lei. Confira:
Atualmente, o consumidor de energia pode estar no Ambiente de Contratação Regulada (ACR) – também chamado de mercado cativo – ou no Ambiente de Contratação Livre (ACL) – conhecido como Mercado Livre de Energia.
No mercado livre, hoje, participam apenas empresas do chamado Grupo A, que incluem unidades consumidoras atendidas pela alta e média tensão, com demanda contratada acima de 500 kW.
A abertura do Mercado Livre de Energia prevista na MP consiste em uma reforma do setor elétrico. Com a nova lei, outros perfis de consumidores poderão migrar, incluindo pequenos negócios e residências.
Essa mudança aproxima o Brasil de modelos já adotados por países como Portugal, Austrália, Reino Unido e por partes dos Estados Unidos.
A Lei nº 15.269/2025 prevê que a abertura do Mercado Livre de Energia aconteça de maneira gradual. Serão duas etapas:
Para o CEO da Envol Energy Consulting, Alexandre Viana, a abertura do Mercado Livre de Energia é mais do que uma alteração na regulamentação. “Com a abertura do mercado livre, o consumidor se torna um cliente com escolhas, e essa mudança de cultura será profunda e transformadora”.
A chegada de milhões de potenciais novos consumidores impõe alguns desafios ao mercado, entre eles estão:
A comunicação e a padronização estão entre as condições precedentes para que a abertura do Mercado Livre de Energia aconteça de maneira segura e transparente. Para Alexandre Viana, a comunicação no setor elétrico é sempre um ponto sensível.
“Fazer o consumidor entender exatamente o que está comprando é um grande desafio — especialmente entender que a distribuidora continua responsável pelo transporte, enquanto ele passa a ter liberdade para escolher de quem vai comprar a energia”, afirmou durante a última Live Auren Tendências de 2025, transmitida em 25 de novembro, dia da publicação da sanção presidencial da MP 1304.
Sobre a padronização, é indispensável existir regras claras e informações comparáveis para que o consumidor possa avaliar propostas diferentes com mais confiança. “Obviamente, o ACL tem o charme de você poder customizar para o cliente o produto. Mas, quando você massifica ele, minimamente, você tem que ter algum parâmetro de comparação”, analisou Viana.
Com a reforma no setor elétrico e a abertura do Mercado Livre de Energia, um novo agente surge: o Supridor de Última Instância (SUI). Ele serve como uma rede de segurança emergencial, quando o consumidor tem alguma falha contratual com a sua comercializadora varejista.
“Ele funciona como uma porta de saída, mesmo temporariamente, para casos em que ocorre a quebra de uma varejista, o encerramento de atividades ou algum outro problema”, explicou Alexandre Viana.
O custo do SUI é compartilhado pelos consumidores do mercado livre e, normalmente, esse agente opera com uma tarifa mais alta.
“A ideia é que a regulação garanta que qualquer consumidor que tenha seu contrato encerrado, por qualquer motivo, tenha acesso a um local seguro para a garantia de suprimento, ainda que com um custo maior, enquanto busca outro supridor varejista”, detalhou o CEO da Envol.
Para a Abraceel (Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia), a iniciativa garante direitos mais equilibrados entre os consumidores no mercado de energia.
Ainda segundo a Abraceel, a abertura dará acesso ao mercado livre para mais de 80 milhões de unidades consumidoras de energia no Brasil, que incluem pequenas empresas e residências.
Preços mais competitivos, maior previsibilidade de custos, incentivo à energia renovável e contratos mais flexíveis e personalizados.
Entenda como fatores climáticos devem influenciar o custo de energia no primeiro trimestre.
Como a MP 1.304 impacta a autoprodução de energia, quais mudanças entram em vigor e como empresas podem se adaptar de forma estratégica às novas regras.
Especialistas apontam medidas de segurança, autorregulação e transparência, que devem ser impulsionadas pela abertura total do mercado, prevista para 2028.